“Nossa Senhora da Guia
venho te pedir licença
para que o toque das caixeiras
também possa bençoar
As caixeiras têm seu nome
para te homenagear
com a paz da tua música
a todos contagiar”

Através dos tempos, a força dos tambores perpassa diversas culturas e chega a perder-se no imemorial. Associados ao ritmos do corpo e da natureza, os tambores foram meio de comunicação entre os homens e entre estes e seus deuses. Foram ganhando diversas formas, tamanhos e timbres. Às vezes tocados com as mãos livres, outras com o auxílio de baquetas. Por todos os lados do planeta, múltiplos são os seus sons, mas a resposta do coração é sempre a mesma. Aqui, em nosso país, os tambores são tão distintos quanto os povos que formaram a nossa nação; temos aqueles de origem indígena, os de origem africana e os de origem portuguesa. A esse último grupo pertence a Caixa do Divino; instrumento tocado com baquetas, de sonoridade grave, foi assimilado pela cultura brasileira e acompanha festejos profanos e inúmeras festas religiosas – dentre elas A Festa do Divino. É da associação a essa festa que esse tambor português ganhou seu nome brasileiro; tocado apenas por mulheres, tem uma função religiosa importante, por evocar por meio de seu toque a presença do Divino Espírito Santo. Na própria Festa do Divino há espaço para as brincadeiras ditas profanas e a caixa passa a acompanhá-las, ritmando a festa. Mas seu vigor não se restringe a essa Festa, pois são inúmeras as danças embaladas por esse instrumento (cacuriá, côco, caroço, folia de reis, etc.): a caixa pode ser ouvida acompanhando diversas brincadeiras, unindo homens e mulheres em suas diversas celebrações à vida, em sua religiosidade, em seu vínculo social e em sua relação com a natureza.
acho muito interessante na minha cidade SÃO BENTO localizado no MA tem um grupo de teatro que esta se virando pra gente conseguir aprender vcs não podem ajudar?
Olá Diane
Opa! Se pudermos ajudar de longe, aqui de Campinas-São Paulo, é só dizer. Mas aí pertinho, em São Luís, vc pode procurar pelas Caixeiras da Casa Fanti-Ashanti. Tivemos oportunidade de conhecê-las e aprender com elas quando vieram aqui em Campinas e também quando algumas caixeiras do nosso grupo foram ao Maranhão e participaram de festas e encontros com elas.
abs
Susana
O Sagrado,o Feminino, Caixa do Divino…Tudo isso me soa familiar e estou com muita vontade de assistir Este Grupo numa de suas apresentações..
Sucesso para vocês, que estâo dando o recado.
Janda
Oi Caixeiras! To visitando o blog e cresce a minha vontade de conhecer vocês de perto. Parabéns pelo seu trabalho! Que o Divino lhes dê boa sorte! Marise
Está lindo o nosso canto, meninas!